Ryan Brito

SOCIEDADE

Não pertenço mais a ela
nem ela a mim.
Somos seres distintos
em outro tempo é o fim.

Nada quero dela nem ouro,
castelo, amores.
Seus valores
não tocam mais em mim

Foi-se uma história,
foram-se duas e,
quantas mais irão nesta diária,
irresponsável Ayahuasca ação?


 

REVOLUÇÃO

Se ninguém votasse por um dia
o sistema reagiria:
As promessas que foram mentiras,
Fantasias.
A máscara cairia.

Se ninguém votasse por um dia,
a queimada se acabaria,
pois na pressão, tudo se ajeitaria.
Alegria.

Se ninguém votasse por um dia
a população os surpreenderia,
a Revolução começaria.
Sintonia.

Se ninguém votasse por um dia
é um sonho, uma poesia.
uma utopia,
A Revolução é a Reação, para a Evolução!
E a solução, é uma teimosia.

 

 

 

 

MUITO PRAZER

Não sou isto, nem aquilo, nem assim, nem assado,
não sou Márcia, não sou BRita,
não sou moda, nem mulher.
Não me rotule, não me aprisione,
você vai se cansar de me entender:
Sou uma atriz q dança
Uma bailarina q canta
Uma cantora que atua.
Uma poeta que observa.
Enfim, sou apenas um ser.

 

 

 

AÇÃO

 

Será o Homem contrario à Natureza?

Ele não se adéqua, não se adapta, não se integra, não se entrega a ela.

Será que somos realmente da Terra, ou viemos do espaço para destruí-la?

Claro, aí está o elo perdido: então somos nossos próprios alienígenas.

Se para pisar neste solo temos que asfaltá-lo, afastá-lo, por cimento no chão, tampar sua respiração, calar sua pulsação.

E isto é chamam de progresso, e até de evolução?

Por que ainda hidrelétricas, se já temos a solar?

Por que cortar as árvores, para nos colocar?

Somos menos pássaros, menos cheiros, menos verde.

Somos aço, somos ferro, somos prédios juntos, grudados Somos conjugados, isolados, corredores, elevadores

Somos postes, somos fios de alta tensão

Somos muros, arames farpado Somos carros, somos caros coisas fúteis, inúteis somos lixos, desperdícios.

Somos a consequência de um raciocínio ilógico.

Somos a propaganda enganosa, omissão às crianças, vendendo à elas o dano à Terra, em seus objetos de diversão.

A Economia gasta fortunas em sonhos fantásticos, vendendo ilusão. Cadê o projeto pro mundo?

Ele é privado, comprado, corrompido, isolado, exaurido.

Os Governos trabalham para poucos.

Somos empresas, somos números de identificação protocolados.

Sem registro, não se é cidadão. Prisão. Somos coisas, somos datas, somos o homem, que ainda está por vir. Mas pra ele existir, vai depender de uma milagrosa transformação.

E de muita, muita ação.

 

 

ABAIXO!

 

Abaixo a hipocrisia a pedofilia e a maldade fria!

Abaixo o desrespeito aos Deuses que aqui estavam ao massacre à crença indígena, e a mitologia africana.

Onde estão seus tambores dançantes que deixavam os corpos flutuantes quando a fé dançava em harmonia?

Abaixo o a colonização do tesouro levado, e este povo calado, ao ver o roubo neste país, instalado.

Abaixo os dogmas existentes.

Somos o que fazemos, não o que dizemos.

Abaixo os mitos que conquistam um povo carente onde a ajuda política se mantém ausente.

Que se confunde com o carnaval, fazendo tudo parecer normal mantendo tudo desigual.

Abaixo o silêncio!

Corpo presente, alerta mente. Sempre.